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11 outubro 2018

Livro Introdução à Robótica [Dica!]

A dica de livro de hoje é sobre um assunto muito bacana, robótica. A robótica é uma área de estudo e atuação muito fascinante e o livro Introdução à Robótica de Maja J. Matarić traz uma visão global do assunto, desde a história dos primeiros sistemas robóticos até arquitetura de diferentes tipo de robôs (robôs humanoides, robôs que mudam de forma e robótica espacial).


A ideia do livro da Maja J. Matarić, é oferecer uma introdução acessível ao estudo da robótica para estudantes universitários e de ensino médio. No entanto, o publico alvo não se restringe a somente estes dois grupos, assim, qualquer um que esteja interessado no mundo da robótica poderá encontrar um texto agradável de ler. Pois possui linguagem simples e acessível a todos os leitores.

A capa do livro pode ser vista a seguir.
Figura 1 - Capa do livro Introdução à Robótica. Fonte: Google Imagens.
Observando o livro pela capa, percebemos a excelente ilustração gráfica, o que salta ao olhos e nos convida a leitura.

Sem dúvidas é um livro formidável de ler, além de nos introduzir no fantástico mundo dos sistemas robóticos.

Esta é a dica de literatura de hoje, se você já leu deixe um comentário sobre o que achou do livro.

Espero que gostem do livro e que se fascinem, assim como eu, pelo mundo dos sistemas robóticos.

Obrigado por acompanhar o blog e até a próxima dica de leitura!
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13 setembro 2018

Software Para Ajudar a Organizar Componentes Eletrônicos - Component Organizer [Dica!]

Neste texto, trago uma dica de software para auxiliar na organização e listagem de componentes eletrônicos para bancada/oficina.


Se você trabalha com eletrônica, projetos ou até mesmo tem a eletrônica como hobby, já deve ter percebido que armazenar e organizar nossos componentes nem sempre é uma tarefa fácil. Por isso, estive pesquisando na internet por formas simples de organizar nossos componentes em uma espécie de estoque.

Motivação

Pode parecer "perfumaria" ter um software para ajudar a organizar componentes eletrônicos, mas posso garantir para você leitor que, está dando seus primeiros passos com experiências eletrônicas, que o software irá ajudar-lhe a poupar tempo na busca por determinados componentes para seus projetos. Principalmente, quando você perceber que a quantidade de componentes em seu estoque particular começar a crescer.

O Software Component Organizer

O software que indico é o Component Organizer. Ele está há bastante tempo sem atualizações e por isso pode ser que em algumas versões do Windows não funcione muito bem (estou testando no Windows 7, 32 bits). A segunda vantagem é que o software é open source. E você poderá implementar inovações e ajudar a corrigir bugs.

O software inicialmente foi desenvolvido por Mario Ribeiro, e o download pode ser feito no site do próprio autor. Segundo ele, o software funciona em Windows, Linux e Mac OS.

A janela do software pode ser vista na Figura 1.
Figura 1 - Captura de imagem da área de trabalho do software.
Na Figura 1 podemos perceber a simplicidade da interface de usuário, sem nenhum outro recurso que possa trazer distração ou outro importuno no seu uso. E isso foi o que me chamou mais a atenção para este software. Visto que eu buscava principalmente simplicidade, pois não preciso de algo complexo e cheio de recursos.

Além disso, na Figura 1 temos um pequeno exemplo de como pode ser organizado os componentes, neste caso para um resistor de 1/4 W.

Não vou entrar em muitos detalhes, pois o uso do software por si só é bastante intuitivo, e mesmo para aqueles que não entendem de inglês, o Google Tradutor pode ajudar muito.

Sei que existem inúmeros softwares que se propõe a ajudar no controle de estoque. Softwares estes, com muitos outros recursos e que apresentam uma interface muio mais completa que o Component Organizer. Mas porém, visando uma interface simples, para um usuário doméstico do tipo hobby ou pequenos projetos, acredito que este software será muito útil e interessante.

Considerações Finais

Esta é a dica de software que apresento à vocês leitores do blog, espero que gostem e se divirtam e que o programa possa ajudá-lo a melhor organizar seu estoque de componentes.

Caso tenha dúvidas, ou conheça um outro software com mais recursos e que seja interessante, deixe seu comentário para avaliarmos.

O endereço da página do autor, com opção de download do software é:


Obrigado pela companhia e até a próxima dica!
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09 agosto 2018

Manutenção e Limpeza de Parafusadeira e Furadeira Black & Decker CD121K50

No texto de hoje, trago minhas experiências com uma parafusadeira e furadeira que ganhei. A parafusadeira é da Black & Decker, modelo CD121K50.


Será feito uma limpeza completa de toda a ferramenta, pois como pode ser visto na imagem de capa, ela está bastante "judiada". Eu acabei ganhando ela para reaproveitar, pois infelizmente ela se afogou em uma enchente. E meu avô, seu antigo dono, adquiriu um modelo moderno e com mais recursos, além de não ter sido "afogada".

Mãos na Massa

O primeiro passo, é avaliar tudo visualmente, por isso separei todo o material que ganhei para verificar por defeitos óbvios.
Figura 1 - Parafusadeira, baterias e carregadores.
Com todos os materiais separados, limpei as baterias e coloquei uma para tentar carregar para um teste futuro. Perceba, que a parafusadeira possui marcas de desgaste e não possui mais as etiquetas de identificação, isso pois ela foi muito utilizada na marcenaria. Uma ferramenta sem dúvidas muito útil.
Figura 2 - Parafusadeira, baterias e base para o carregador.
A próxima etapa, é definitivamente desmontar a parafusadeira por completo, separar as partes móveis, elétricas e guardar os parafusos.
Figura 3 - Parafusadeira desmontada.
Perceba a simplicidade do conjunto na Figura 3, é um motor CC de 12 V, o gatilho eletrônico, os terminais de alimentação e uma redução acoplada ao motor. 

Porém, a genialidade de todo o mecanismo está na caixa de redução que é acoplado ao motor. A caixa de redução é responsável por reduzir a rotação do mandril, isso faz com que o torque seja maior, ou seja, uma "força" maior pode ser exercida em um parafuso. Possibilitando que este motor consiga dar o aperto necessário ao parafuso. 

A redução conta ainda com um mecanismo de ajuste de torque, com 16 posições de ajuste e uma posição para furadeira.

A seguir você pode conferir o motor, a redução e o gatilho.
Figura 4 - Motor, caixa de redução e gatilho da parafusadeira.
Podemos perceber que está muito sujo, e tudo deverá ser muito bem limpo e lubrificado.
Figura 5 - Caixa de redução e motor.
Em seguida, soltei os parafusos que seguram a caixa de redução ao eixo do motor, assim podemos ter acesso ao mecanismo de redução interno, para limpar e lubrificar tudo. Apesar que, a caixa de redução é "blindada", ou seja, não há sujeira apenas graxa.
Figura 6 - Caixa de redução desacoplada do motor.
Dica: use um pano velho, ou algo que você possa utilizar para limpar toda sujeira e descartar posteriormente, pois as chances de reutilizar o pano sujo é mínima.
Figura 7 - Caixa de redução desacoplada do motor.
Ao desmontar o mecanismo de redução, recomendo que tire fotografias, assim você saberá como tudo deve ser remontado. E tenha, muita paciência!

Com tudo desmontado, a próxima etapa foi lavar a carcaça com detergente e desengordurante. Encha um balde com água até cobrir toda carcaça, adicione o detergente e o desengordurante, misture tudo e utilizando uma escova, esfregue tudo até a sujeira sair.

Com o mecanismo de redução, desmontei ele completamente, retirei a graxa velha com um pedaço de pano, e fiz uma nova lubrificação.

Já o motor, limpei ele com o pano embebido com desengordurante (ao invés do desengordurante poderia ter utilizado álcool), e lubrifiquei com óleo de máquina.

Ao final, após tudo limpo e lubrificado retirei uma foto, Figura 8.
Figura 8 - Conjunto de todas as peças da parafusadeira desmontada e limpas.
Em seguida, montei tudo novamente. E o resultado final pode ser visto nas Figuras 9 e 10. 
Figura 9 - Parafusadeira e carregador completamente limpos e verificados.
Figura 10 - Parafusadeira e carregador, limpos e com cara de novos.
Podemos notar uma mudança radical, onde víamos barro e muita sujeira, agora temos uma ferramenta semi-nova e pronta para auxiliar na bancada do Eletrônica de Garagem. 

Com certeza será muito utilizada, tanto na confecção de protótipos de PCI's à pequenos reparos e furos. Cabe destacar que esta ferramenta, era muito utilizada em trabalhos de marcenaria e assim, as marcas do trabalho duro estão presentes na sua carcaça.

O restante dos carregadores de bateria estão em perfeito funcionamento, apenas uma bateria está danificada. Porém ela será guardada, num futuro, talvez eu troque por outro tipo de bateria. E escrevo tudo aqui no blog pra vocês.

Se você busca por informações sobre está ferramenta, recomendo uma passada lá no blog Pakéquis, que fez um review sobre esta parafusadeira com muitas informações interessantes.

Espero que tenha gostado, e que este texto possa sê-lo útil em alguma manutenção.

Muito obrigado pela visita e até o próximo texto!
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08 fevereiro 2018

Fabricação de Uma Placa de Circuito Impresso Artesanal

No texto de hoje apresentarei o procedimento que utilizo para confeccionar de forma simples minhas placas de circuito impresso.


Primeiramente devemos ter em mãos o layout do circuito, seja desenhado em softwares como KiCad, Proteus, Eagle ou outro, ou mesmo desenhado a mão.

O Método Utilizado

O método que eu utilizo é o da transferência térmica. Este método consiste em aplicar calor a uma impressão a laser de modo que a impressão seja transferida da folha para a placa de cobre.

Há outros métodos muito mais sofisticados e precisos, sem contar o acabamento. Porém, acredito que a transferência térmica seja o mais simples e com excelentes resultados. Sem contar o custo relativamente baixo se comparado com os outros métodos.

Material Necessário

Será necessário alguns materiais específicos para confeccionar uma placa de circuito impresso, o restante é particularidade do método empregado. A Figura 1 a seguir apresenta os materiais necessários para realizar a transferência térmica.

Figura 1 - Principais materiais utilizados.

A Figura 1 apresenta alguns dos materiais necessários, mas a lista a seguir apresenta todos que utilizei para confeccionar a placa.

➤ Solução de percloreto de ferro;
➤ Vasilha para corroer a placa;
➤ Palha de aço (o mil e uma utilidades serve muito bem);
➤ Pano ou papel para secar a placa;
➤ Pincel de retroprojetor;
➤ Folha para impressão de fotos (papel glossy) ou similar;
➤ Placa de fenolite ou fibra de vidro;
➤ Ferro de passar roupas (de potência) ou laminadora;
➤ Régua;
➤ Mesa ou tábua para passar a placa;

Com estes materiais em mãos podemos iniciar os procedimentos.

Impressão do Layout

A etapa mais importante é a impressão do layout da placa na folha fotográfica (glossy), é necessário que a impressão seja feita por uma impressora a laser. Por precaução faça duas impressões, assim se uma falhar ainda haverá outra chance.

Feito a impressão, cheque as medidas dos furos e o tamanho da impressão, para não ter erro de dimensão. Depois de verificado a impressão, podemos prosseguir com o processo de fabricação. 

Confeccionando a Placa de Circuito Impresso

Com a impressão do layout em mãos e nas dimensões corretas podemos iniciar a construção da placa.

Primeiramente devemos limpar e polir a superfície da placa cobreada utilizando a palha de aço a seco ou molhando com um pouco de água. Prefiro fazer esta etapa em uma pia, onde consigo obter um polimento mais suave. O resultado desta etapa é apresentado na Figura 2.


Figura 2 - Resultado do polimento da placa com palha de aço.

Feito a limpeza e o polimento, evite tocar com os dedos na parte de cobre, a gordura da mão pode atrapalhar no processo de transferência.

O próximo passo é transferir o layout impresso para placa, para isso deixe o ferro aquecer até a temperatura máxima, posicione a impressão sobre a face de cobre, de modo que todo desenho esteja alinhado. Passe o ferro sobre as costas da impressão durante 5 a 10 minutos (se o ferro tiver potência abaixo de 1000 W este tempo pode ser maior).

Após passar o ferro, a impressão deverá aderir totalmente ou quase à placa, de modo similar a Figura 3. Nesta etapa a placa está muito quente, tome cuidado para não se queimar


Figura 3 - Resultado da transferência térmica.

Com a impressão transferida, leve a placa à aguá, molhe e espere ela terminar de esfriar. Seque a placa com o pano ou papel.

É comum neste método sair alguns defeitos, por isso utiliza-se a caneta de retroprojetor. Com a caneta fazemos as correções necessárias. No meu caso, terei que terminar algumas trilhas à mão, por erro de impressão. Após as correções, obtive o resultado a seguir.


Figura 4 - Resultado da correção com caneta.

A Figura 4 apresenta os resultados após a correção com caneta.

O próximo passo é colocar o percloreto de ferro na vasilha, colocar a placa e esperar corroer. Para acelerar o processo é necessário agitar a solução aos poucos durante a corrosão. Este processo leva no máximo 30 minutos.

Após a corrosão do cobre, o resultado pode ser visto na Figura 5.


Figura 5 - Resultado após a corrosão da placa.

Com a placa corroída, utiliza-se a palha de aço com água para remover a tinta da impressão. O resultado é apresentado nas Figuras 6, 7 e 8 a seguir.


Figura 6 - Resultado após limpeza da placa corroída.

Figura 7 - Resultado após limpeza da placa corroída.

Figura 8 - Resultado após limpeza da placa corroída.

Note que possui algumas imperfeições nas trilhas feitas com a caneta. Mas, isso não é algo que impossibilite o uso da placa confeccionada artesanalmente.

Por último, devemos proteger a placa contra oxidação. Para isso podemos utilizar breu ou verniz para placas de circuito impresso. Depois, com uma broca do diâmetro dos componentes, geralmente 1 mm furamos as ilhas.

Este é o método que utilizo para fabricar minhas placas de forma artesanal, não é algo bonito ou sofisticado, é funcional. Lembrando que meu recurso financeiro é baixo (acredito que o de muita gente é) este é o método que me traz resultados satisfatórios.

Espero que tenham gostado deste texto, sei que não ficou completo, mas, futuramente faço um vídeo de todo o processo.

Obrigado por visitar meu blog, até a próxima!
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28 dezembro 2017

A Importância da Simbologia nos Circuitos Eletroeletrônicos

No texto de hoje vou apresentar a simbologia utilizada para representar os circuitos eletroeletrônicos e comentar sobre sua importância. Deixo claro, que será uma abordagem rápida, semelhante a uma dica.


Assim como o alfabeto, as placas de sinalização de trânsito e tantas outras formas de codificar uma informação, é muito importante que se utilize de símbolos para representar os circuitos eletrônicos. A simbologia expressa de forma universal determinada coisa. É de extrema importância, porque qualquer pessoa com conhecimento sobre o assunto simbolizado, será capaz de interpretar o que está sendo realizado, por exemplo, em um circuito elétrico.

Diagrama Esquemático

O diagrama esquemático é um desenho padronizado em que se representa todos os dispositivos utilizados e as conexões que são realizadas entre esses dispositivos. No diagrama esquemático, os dispositivos são representados por símbolos padrões, por exemplo, um transistor é representado pelo símbolo da Figura 1.

Figura 1 - Símbolo padrão do transistor NPN e PNP.

Note que a Figura 1 apresenta o símbolo e um transistor físico, porém o transistor é um dispositivo que pode assumir diferentes formatos físicos. Se no diagrama esquemático fosse utilizado o desenho real do componente, isto se tornaria inviável, pois há uma gama imensa de transistores, por exemplo. Além disso, a falta de habilidade em desenho prejudicaria muito os diagramas.

Com isso, podemos perceber a importância da simbologia nos diagramas. Podemos assim levantar as vantagens de utilizar os símbolos.

➤ Menos tempo desenhando diagramas eletrônicos;
➤ Menor espaço ocupado no papel;
➤ Simplicidade em vista do desenho real do componente.

A título de exemplificar o conceito, a Figura 2 a seguir apresenta um diagrama esquemático.

Figura 2 - Diagrama esquemático de um indicador de carga de bateria.

Tendo em vista o conceito de diagrama esquemático, podemos seguir adiante e conhecer o diagrama chapeado.

Diagrama Chapeado

O diagrama chapeado representa a conexão dos dispositivos, estes são desenhados de forma muito similar ao formato físico do componente. Obviamente é a forma mais difícil de se representar os circuitos. A Figura 3 a seguir, apresenta um exemplo de diagrama chapeado.

Figura 3 - Diagrama chapeado de um circuito eletrônico dimmer.

Perceba o quão complexo pode ser representar os diferentes dispositivos existentes no mercado. Normalmente os diagramas chapeados vinham em revistas de eletrônica, voltada à um público iniciante. Não posso deixar de expressar que com todas as conexões representadas na Figura 3, a montagem com diagrama chapeado segue de forma muito simplificada e a probabilidade de erros é quase inexistente.

Diagrama em Blocos

O diagrama em blocos é uma forma de representar circuitos muito grandes, onde a quantidade de símbolos torna o processo de interpretação muito complexo. A divisão do circuito em blocos, auxilia muito a entender e identificar mais rapidamente componentes no esquema.

A Figura 4 a seguir, nos mostra um exemplo simples de um diagrama em blocos.

Figura 4 - Diagrama em blocos de uma fonte de alimentação.

Perceba na Figura 4, que cada bloco omite uma grande circuitaria existente. Dessa forma, o respectivo circuito pode ser referenciado posteriormente. Sendo mais fácil sua compreensão.

Normas Técnicas

As normas técnicas visão facilitar a elaboração de projetos, é uma forma de padronizar e garantir que os métodos de projeto sejam empregados de forma correta. As normas no Brasil são elaboradas pela ABNT, que reuni membros afim de elaborar, melhorar e criar as normas para garantir qualidade nos produtos e serviços prestados à sociedade.

As principais normas técnicas envolvidas no projeto e elaboração de diagramas esquemáticos são:

➤ NBR - 5037: Símbolos Gráficos de Eletricidade - fusíveis, centelhadores e pára-raios;
➤ NBR - 5272: Símbolos Gráficos de Eletricidade - dispositivos de partida;
➤ NBR - 5274: Símbolos Gráficos de Eletricidade - contatos, chaves, interruptores, dispositivos de alarme e sinalização;
➤ NBR - 5446: Símbolos de Relacionamentos Usados na Confecção de Esquemas;
➤ NBR - 5259: Símbolos Gráficos de Eletricidade - instrumentos indicadores.


Outras normas podem ser de grande utilidade e servirem de embasamento para o desenvolvimento das normas brasileiras. O IEEE também elabora normas técnicas de cunho e são a base para muitos projetos elétricos e eletrônicos. O instituto possui forte influência e um enorme número de membros.

Procedimentos Básicos Para Elaboração de Diagramas Esquemáticos

Listarei algumas dicas muito básicas que são de extrema importância no desenho de esquemas.

➤ Simbolizar as Conexões Elétricas

Esta dica pode parecer ridícula, mas é muito importante que num esquema elétrico fique muito claro onde existe uma conexão. Por isso, para ficar claro a existência de uma conexão, indica-se utilizar um ponto bem forte no local da mesma. A Figura 5 a seguir ilustra esse procedimento.

Figura 5 - Simbolizando uma conexão elétrica.
Note da Figura 5 que é inevitável perceber a existência da conexão no ponto indicado. Desta forma, a pessoa que for interpretar o esquema compreenderá muito bem que ali existe uma conexão. Apesar de ser uma dica simples, a não adoção dela, pode acarretar sérios e grandes erros, além de prejuízo na elaboração do produto final.

➤ Evitar Cruzamento Desnecessários

A medida que a complexidade e o tamanho do diagrama elétrico aumenta, os cruzamentos das conexões se tornam inevitáveis. Por isso, adota-se fazer um gancho ao cruzar outras conexões para indicar que realmente existe o cruzamento. A Figura 6 apresenta essa dica.

Figura 6 - Simbolizando um cruzamento.

Note que é claramente perceptível que o cruzamento não está conectado. Porém, desenhar o gancho não é uma obrigatoriedade, ou seja, é apenas uma dica para um desenho mais fácil de interpretação.

Comumente não se encontra o gancho nos esquemas, o cruzamento é feito normalmente como na Figura 7.

Figura 7 - Cruzamento entre conexões normalmente encontrado em esquemas.

Para este caso, pode haver confusão pelo interpretador. Porém, nestes casos as conexões são indicadas com o ponto forte, assim o cruzamento dos fios podem ser percebidos e diferenciados das conexões.

➤ Usar Ponto Comum ou Terra

O ponto comum ou de terra é um recurso que simplifica o desenho esquemático quando há muitas conexões com um mesmo ponto. Geralmente adota-se como ponto comum, o ponto de terra, ou seja, a referência de tensão do circuito. 

Em circuitos com alimentação simples, indica-se como terra o terminal negativo. Já em circuitos com alimentação simétrica o ponto de terra é o ponto comum do circuito.

É importante ressaltar que o terra/comum que estamos comentando tem função diferente do aterramento em circuitos elétricos. O aterramento é uma medida de proteção e segurança para as pessoas que utilizam de determinado equipamento elétrico.

A simbologia adotada para o ponto de terra/comum, é apresentada na Figura 8 a seguir.


Figura 8 - Símbolo de conexão terra/comum em circuitos elétricos.

A Figura 9 a seguir, ilustra o ponto de terra simplificando a conexão em um circuito.
Figura 9 - Circuito ilustrando a aplicação do ponto de terra.

Note que a utilização do ponto comum de terra diminui a quantidade de conexões, dessa forma, verifica-se facilmente que o terminal deve ser conectado ao ponto comum de terra.

Essas são as dicas que gostaria de passar ao leitores, e com isso percebe-se a importância dos símbolos e de seu correto uso na elaboração de projetos e desenhos esquemáticos.

Agradeço a sua visita em meu blog, espero ter ajudado de alguma forma. Peço, se puder curtir nossa página no Facebook ou compartilhar nosso blog com os amigos, ficarei muito grato.

Obrigado e até a próxima!

➤ Bibliografia Consultada

  1. Simbologia e Diagramas de Circuitos Eletrônicos;
  2. Simbologia de Eletrônica;
  3. Símbolos Para Circuitos Elétricos.
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07 dezembro 2017

Reciclando Controle de PS2 [O Que Reaproveitar?]

No texto de hoje vou apresentar o que consegui reaproveitar de um velho controle de PS2 que estava jogado aqui na minha bagunça. 



As sucatas eletrônicas são peças fundamentais aqui no blog Eletrônica de Garagem, através das sucatas tiro peças e componentes que ainda funcionam e servem para muitos testes e brincadeiras com eletrônica. Outro problema que surge é como armazená-las, o que abordarei futuramente.

Tão rapidamente está evoluindo os aparelhos eletroeletrônicos, e muitos acabam por se tornar obsoletos ou se danificam com o tempo e infelizmente vão terminar no lixo. No meu caso o controle de PS2 é uma adaptação para computadores e já estava guardado há um bom tempo na minha quinquilharia, pois se não me falhe a memória, o mesmo não funcionava mais.

Resolvi dar um destino às peças, ou seja, separar e testar. E guardar o que estiver em bom estado para novas ideias. A seguir, na Figura 1 podemos conferir o controle que será desmontado.
Figura 1 - Controle a ser desmontado.
Para desmontar é muito simples, há duas opções: desaparafusar a carcaça e separá-las ou utilizar a chave "mestra" (uma marreta!). Como não tenho uma chave mestra, utilizei a primeira opção.

Depois de tudo desmontado, o que tem por dentro está apresentado na Figura 2.
Figura 2 - Vista interna do controle desmontado.
Podemos perceber que há dois pequenos motores DC, alguns capacitores, LED, uma coisinha marrom (que sinceramente não sei o que é, suspeito que seja um cristal), dois Joystick e o cabo. A Figura 3 apresenta mais detalhes.
Figura 3 - Detalhe do circuito interno do controle.
Visto os componentes que podem ser reaproveitados, é hora de removê-los e testar para que possam ser utilizados futuramente em algum protótipo. A Figura 4 e 5 trazem o que consegui reaproveitar do controle.
Figura 4 - Peças reaproveitadas.

Figura 5 - Peças reaproveitadas.
Pessoalmente os itens mais interessantes são: os dois motores DC e os dois Joystick. Os Joysticks é claro, serão utilizados com Arduino e vão me poupar alguns trocados. Já os motores podem ser utilizados em vários outros projetos.

Espero que tenham gostado desta dica de reciclagem, em breve trarei mais assuntos assim. Curta nossa página no Facebook para ficar a par de todas as novidades no blog.

Obrigado por acompanhar meu blog e até a próxima!
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